Mar 062012
 

Eu me tornei o que sou hoje aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quanto estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto.

O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini

  2 Responses to “Primeiras Linhas: O Caçador de Pipas”

Comments (2)
  1. Podemos até superar mas esquecer? Até o momento não consigo acreditar nisso.

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